terça-feira, 8 de dezembro de 2009

LOG - parte um

O Diário de Logan Walker

Após me formar com muitos méritos em Oxford, recebi várias propostas para trabalhar com pesquisas na área de robótica. Quis o destino que eu viesse exatamente para Deep Valley. A convite de Ben Miller, amigo e professor orientador durante meus últimos anos letivos em Oxford University e atualmente reitor da Universidade de Deep Valley, deixei para trás as aventuras como hacker de uma cidade grande e fiz minhas malas rumo à pequena e misteriosa cidade do interior para conhecer melhor a oferta de mestrado sobre a qual Ben havia me falado. A proposta foi irrecusável, com vencimentos bem acima da média e um projeto ambicioso na área de minha especialidade.

Rapidamente me adaptei a minha nova realidade, pois, apesar de Deep Valley ser uma cidade antiga e relativamente pequena, não ficava para trás em recursos financeiros e tecnológicos. Assim que cheguei fiquei impressionado com o laboratório de mecatrônica e sua interação com as demais áreas cientificas. Minha equipe me recebeu muito bem, tínhamos muita afinidade e logo comecei a por em pratica todo meu conhecimento que com o apoio massivo que estava recebendo não demorou a se desenvolver de uma forma abrupta e até assustadora. Descobertas eram realizadas a cada semana, e juntamente com Carla Simon, doutora especialista em áreas biológicas, estávamos prestes a lançar teorias inovadoras sobre a interação homem-máquina. O trabalho estava sendo tão bem desenvolvido que logo se tornou secreto, pois, os manda-chuvas estavam ficando preocupados e desconfiados que espiões pudessem estar entre nós. Deste modo a segurança foi reforçada, e o acesso aos laboratórios restrito a um pequeno grupo de pesquisadores que estavam sob a chefia de Carla Simon e eu.

Dejan Malkovich um milionário colaborador da Universidade e patrocinador do projeto que recebeu o nome de Novo Deus, estava encantado com a evolução do mesmo. E resolveu aumentar a verba para a próxima fase. Malkovich era pouco conhecido da equipe. Eu, particularmente, o havia visto apenas uma vez, durante uma de suas visitas noturnas. No mais, seus recados eram passados por Ben Miller.

Certa noite quatro estudantes entraram em um dos prédios onde ficavam os laboratórios. Eram dois casais a procura de um lugar escuro e deserto onde pudessem fazer uma festinha particular com bebidas, cigarros e sexo. E para isso os corredores vazios lhes pareciam um ótimo e convidativo local, o que os levou a ignorar os avisos de alerta que cobriam a área. Porém, não contavam com a escolta de dois seguranças que ao avistarem sombras se movendo em um canto escuro imaginaram tratar-se dos bandidos os quais vinham sendo alertados exaustivamente por seus superiores. Um dos seguranças gritou para o grupo que saíssem com as mãos para o alto. Ao tentar vestir as roupas antes de saírem do escuro, foram baleados pelos seguranças que temendo a movimentação desconhecida que vinha das sombras abriram fogo contra eles e executaram todos.

Este incidente causou grande reboliço na cidade. Mas, apesar dos muitos protestos de alunos, funcionários e demais interessados, todo sistema de segurança foi mantido, os seguranças que efetuaram os disparos foram absolvidos e os avisos “mantenha distancia se não for um funcionário autorizado” foram reforçados. Só então tive a dimensão da importância daquele trabalho para o reitor e outras autoridades da cidade.

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Logan Walker

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