
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A REDAÇÃO: RED LOTUS GARDEN RECEBE AVANÇADO CENTRO DE PESQUISAS

Deep Valley, quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O simpático bairro de Red Lotus Garden recebeu essa tarde o evento de inauguração de um centro de pesquisas na área da mecatrônica. A construção não é uma das maiores, mas vai abrigar modernos laboratórios com um avançado sistema de segurança. Segundo o Professor Nataniel Klauss, o novo centro de pesquisas é uma parceria das empresas New Life S/A com os fundos da Universidade.
- Haverá um moderno laboratório com equipamentos de ultima geração para avançar com nossas atuais pesquisas. O financiamento da New Life permitirá o desenvolvimento de novos projetos um pouco fora do ambiente da Universidade e com isso trazer novos profissionais para integrarem-se aos nossos planos e metas para os próximos anos – disse Nataniel.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
mudança
Mais uma noite em Heinneger, é comum ver os carros de luxo dos garotos da cidade dando voltas procurando por drogas de qualidade e em quantidade, as brigas são comuns e os assassinatos também, as disputas entre gangues e por território acontece todos os dias e a todas as horas, o estado não está presente e os transeuntes de Heinneger estão a mercê da sorte.
Eu um mendigo posso finalmente encontrar forças ou motivos para recomeçar, agora mesmo que seja um castigo estou fora de Heinneger e espero nunca mais voltar.
Peter entregue pelo seu clã e agora servo da senhora .
Eu um mendigo posso finalmente encontrar forças ou motivos para recomeçar, agora mesmo que seja um castigo estou fora de Heinneger e espero nunca mais voltar.
Peter entregue pelo seu clã e agora servo da senhora .
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Gritos em Silêncio

Nem tudo é dor na minha poesia...
Existe também aquilo que finjo e minto...
E isso... é o que dói mais...
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Logan Walker
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poema do walker cedido por: gritos em silêncio
LOG - parte três
Cemetery Gates

Estaciono e vou direto para o laboratório onde preciso pegar algumas amostras. Falta pouco tempo para começar a reunião e não quero me atrasar. Guardo o conjunto de frascos na maleta e aciono o sistema de segurança. Ligo para Carla Simon e aviso que já estou a caminho, enquanto ando acelerado até o final do corredor e apago as luzes. Ao voltar-me em direção ao estacionamento percebo um vulto saindo por detrás de uns pequenos arbustos que ficam na lateral do centro de informações, ele move-se rapidamente até se perder nas sombras de uma caminhonete ali parada. Não há nenhum guarda a vista. O motor da caminhonete liga e seus faróis acendem baixos. Corro em direção ao meu veículo e dou partida, estou com os nervos a flor da pele, mantenho os faróis desligados e a situação sob controle. O motorista da caminhonete dirige para fora da universidade e eu o sigo. Alguns metros a frente ele percebe que está sendo seguido e acelera. O poder do tranqüilizante dá lugar à adrenalina, graças àquelas malditas drogas, agora estou a mil e deste modo continuo atrás dele. A perseguição torna-se cada vez mais veloz. Acho que nunca havia dirigido tão rápido, meu coração bate forte. A caminhonete se perde numa esquina a minha frente, acelero ainda mais, e após realizar a curva como se fosse um carro de corrida, me deparo com a entrada do cemitério da cidade e seus portões escancarados.
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Logan Walker

A chuva diminui enquanto a noite aumenta. Entre um cruzamento e outro tomo alguns remédios, coquetéis de drogas tranqüilizantes e excitantes ao mesmo tempo, para ativar todos os auges neurais possíveis. As drogas ajudam a diminuir a tensão neste momento, o que ocorrerá nos próximos instantes dependerá dos fatos e do meu autocontrole, mas acredito já ser experiente o bastante em lidar com situações como esta. Preciso manter a calma e a positividade. Lembro já ter vivido momentos parecidos com meus clientes do mercado negro de informações e também com a banca de professores de Oxford. Estou preparado, e tenho certeza que tudo sairá bem.
Estaciono e vou direto para o laboratório onde preciso pegar algumas amostras. Falta pouco tempo para começar a reunião e não quero me atrasar. Guardo o conjunto de frascos na maleta e aciono o sistema de segurança. Ligo para Carla Simon e aviso que já estou a caminho, enquanto ando acelerado até o final do corredor e apago as luzes. Ao voltar-me em direção ao estacionamento percebo um vulto saindo por detrás de uns pequenos arbustos que ficam na lateral do centro de informações, ele move-se rapidamente até se perder nas sombras de uma caminhonete ali parada. Não há nenhum guarda a vista. O motor da caminhonete liga e seus faróis acendem baixos. Corro em direção ao meu veículo e dou partida, estou com os nervos a flor da pele, mantenho os faróis desligados e a situação sob controle. O motorista da caminhonete dirige para fora da universidade e eu o sigo. Alguns metros a frente ele percebe que está sendo seguido e acelera. O poder do tranqüilizante dá lugar à adrenalina, graças àquelas malditas drogas, agora estou a mil e deste modo continuo atrás dele. A perseguição torna-se cada vez mais veloz. Acho que nunca havia dirigido tão rápido, meu coração bate forte. A caminhonete se perde numa esquina a minha frente, acelero ainda mais, e após realizar a curva como se fosse um carro de corrida, me deparo com a entrada do cemitério da cidade e seus portões escancarados.
.Logan Walker
BELA NORA

"Nora à luz do Sol não mais caminha
Não lembra nem muita coisa dos seus tempos de menina
Nora odeia estar agora entre estranhos
Prefere estar só, pensando nos seus planos
Apenas seu nome restou da sua vida mortal
Hoje um monstro dos alicerces do mal
Não queira estar próximo dela em dias de caça
Ou pode ser que sua vida se esvaia
Não que ela seja uma psicopata assassina
Mas é que agora é de sangue que ela precisa"
UMA NOITE DE APRESENTAÇÕES

Era uma noite de apresentações. Havia chegado ao castelo do Príncipe pouco depois que o Sol se punha e misturavam-se em mim as sensações de ansiedade e curiosidade. Mas ao adentrar as ruínas daquele velho castelo, o que me restou foi o medo. Tudo ali parecia mais escuro e mais pesado. O próprio vento que soprava do desfiladeiro tinha um toque agressivo, como se o ar não desejasse a presença de estranhos.
Quando entrei em seus aposentos, ele me esperava sentado em uma das cadeiras de uma grande mesa. Mesmo estando em ruínas, havia ainda alguns toques de luxo e esplendor, provavelmente resquícios do que antes foi uma importante e rica construção, mas que hoje não passava de um castelo assombrado habitado por criaturas dantescas, tais como dos filmes de terror de quando assistia em minha quase esquecida infância.
Aproximei dele e sentei-me em uma das cadeiras. Vestia uma manto de um tecido escuro e bem costurado que cobria bastante parte do seu corpo, mas ainda assim era possível ter idéia do todo tendo visto apenas alguns detalhes da sua pele. Eu não conseguiria dizer se a sensação era de medo ou repulsa. Talvez uma boa dose dos dois.
O cabelo talvez fosse a única parte intacta que sobrara de sua vida mortal. Longos e bonitos cabelos negros e lisos que cobriam apenas parte de seu rosto e alcançava a sua cintura. Ainda assim era possível ver suas orelhas, que sobressaiam aos cabelos com uma leve envergadura, quase que pontiagudas.
Enquanto me falava os seus olhos estavam sempre olhando diretamente para os meus. Eram pequenos e negros, como se não houvesse íris. Nos cílios acumulavam algum tipo de secreção que devia incomodá-lo, já que os esfregava com pequenos intervalos de tempo. Eu odiava todas as vezes que ele fazia aquele movimento porque eu perdia o foco do seu olhar e por algum motivo eu me sentia ameaçado quando isso acontecia.
De modo geral, seu rosto era bastante fino, e todos os outros traços tentavam acompanhar essa característica, com exceção de seus enormes caninos que sempre ficavam a mostra, mesmo quando sua boca estava fechada.
O lado esquerdo do rosto era todo tomado por algum tipo de infecção. E, por Deus, era asqueroso. Havia insetos que brigavam por pedaços de carne morta e putrefata. Apesar disso, ele não se incomodava, nem mesmo com os incansáveis zunidos das moscas varejeiras.
Aquelas mãos, aquelas malditas mãos eram sem dúvida o que mais me chamava atenção. Unhas negras e compridas que estalavam fazendo um som agudo e irritante. Às vezes era possível ver algum tipo de inseto saindo da manga do seu manto e entrando em alguma das feridas. Os dedos eram enormes, compridos e finos, se enrolando como se fossem casais de serpentes. Onde não havia feridas ou secreções, havia pequenas verrugas e pelos. A própria pele branca e morta era como um mármore castigado pelo tempo. Eu odiava toda vez que inconscientemente meus olhos se distraiam com os movimentos de sua mão, como uma dança hipnótica e repetitiva.
Quando eu finalmente pude deixar sua presença, percebi que as formas da maldição têm caminhos muito mais degradantes do que imaginara. Viver sem ver a luz do Sol ou sempre a caça de uma vida para me alimentar, até me pareceu uma tarefa mais fácil a partir daquele momento.
- Do Diário de Victor Wells -
domingo, 13 de dezembro de 2009
LOG - Parte dois:
Roendo Unha


Teremos uma reunião esta noite. Sinto-me muito ansioso e também eufórico. Enfim, parece que conseguirei trocar algumas palavras com o Sr Malkovich, para isso preciso estar seguro e consciente. Pelo que “ouvi dizer” seremos informados que a verba destinada ao projeto sofrerá um aumento de mais de 1000%, e se isso for verdade, precisarei retraçar meus planos, afinal, eles não eram tão ousados. São seis horas, é quase noite. Salvo a última versão dos meus relatórios e pautas. Apesar de chover forte,
dentro do apartamento está quente. Abro um pouco as janelas e sigo para a cozinha, preciso de um lanche reforçado antes de partir. Visto o terno, pego minhas coisas e dirijo meu carro em direção a universidade.
dentro do apartamento está quente. Abro um pouco as janelas e sigo para a cozinha, preciso de um lanche reforçado antes de partir. Visto o terno, pego minhas coisas e dirijo meu carro em direção a universidade. .
Logan Walker
Frio e Gelo

"Ontem risos
Hoje eu não sei.
Ontem abraços e beijos
Hoje gestos improvisados.
Ontem uma vontade acesa
Hoje discurso de lágrimas.
Ontem chamas pelo corpo
Hoje alguma coisa fria
Amanhã... Nem isso."
Hoje eu não sei.
Ontem abraços e beijos
Hoje gestos improvisados.
Ontem uma vontade acesa
Hoje discurso de lágrimas.
Ontem chamas pelo corpo
Hoje alguma coisa fria
Amanhã... Nem isso."
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Logan Walker
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poema do walker cedido por: gritos em silêncio
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Um belo funeral
Peter vem caminhando para seu quintal sujo cheio de lixo e todo tipo de tranqueiras,
Arvores caídas e apodrecidas estão fazendo parte de seu estonteante jardim e é uma noite de tempestade com muitos relâmpagos. Ele parece estar feliz, parece estar aliviado.
Peter larga uma trouxa em cima de uma velha caixa, ele se ajoelha e começa a cavar com suas mãos leprosas enquanto cantarola alguma coisa, o barulho da chuva quase não deixa ouvir o que é mais chegando bem perto se ouve uma canção de ninar.
Ele faz um movimento se esticando para pegar o embrulho que acaba rasgando e revelando uma ossada, alguns ossos escapam e caem deixando Peter incomodado e irritado por alguns instantes, entretanto aquela era uma ocasião especial e esse sentimento não seria duradouro.
Depois de cobrir a ossada ele faz uma prece e espeta na terra molhada uma placa de papelão com os dizeres: Descanse em paz Luci, filha amada.
Arvores caídas e apodrecidas estão fazendo parte de seu estonteante jardim e é uma noite de tempestade com muitos relâmpagos. Ele parece estar feliz, parece estar aliviado.
Peter larga uma trouxa em cima de uma velha caixa, ele se ajoelha e começa a cavar com suas mãos leprosas enquanto cantarola alguma coisa, o barulho da chuva quase não deixa ouvir o que é mais chegando bem perto se ouve uma canção de ninar.
Ele faz um movimento se esticando para pegar o embrulho que acaba rasgando e revelando uma ossada, alguns ossos escapam e caem deixando Peter incomodado e irritado por alguns instantes, entretanto aquela era uma ocasião especial e esse sentimento não seria duradouro.
Depois de cobrir a ossada ele faz uma prece e espeta na terra molhada uma placa de papelão com os dizeres: Descanse em paz Luci, filha amada.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Papo de rua
Nossa mais que fedor !!!!!!!Lá vem o Peter.
Aquele que em outros tempos foi um bem sucedido homem de negócios
Hoje não passa de um mendigo fedorento e leproso. Como ele chegou a esse ponto ???
Como um homem bem casado e com uma filha linda ficou assim ????
O que houve com ele ????
Eu vou te contar mais não deixa ele ouvir , ta ok ??
Escutei pelos becos que a mulher e a filha dele foram seqüestradas e nunca foi pedido resgate , ele gastou tudo que tinha procurando e não achou.
Estou com pena dele agora antes eu tinha nojo e agora tenho pena.
Aquele que em outros tempos foi um bem sucedido homem de negócios
Hoje não passa de um mendigo fedorento e leproso. Como ele chegou a esse ponto ???
Como um homem bem casado e com uma filha linda ficou assim ????
O que houve com ele ????
Eu vou te contar mais não deixa ele ouvir , ta ok ??
Escutei pelos becos que a mulher e a filha dele foram seqüestradas e nunca foi pedido resgate , ele gastou tudo que tinha procurando e não achou.
Estou com pena dele agora antes eu tinha nojo e agora tenho pena.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
LOG - parte um
O Diário de Logan Walker
Após me formar com muitos méritos em Oxford, recebi várias propostas para trabalhar com pesquisas na área de robótica. Quis o destino que eu viesse exatamente para Deep Valley. A convite de Ben Miller, amigo e professor orientador durante meus últimos anos letivos em Oxford University e atualmente reitor da Universidade de Deep Valley, deixei para trás as aventuras como hacker de uma cidade grande e fiz minhas malas rumo à pequena e misteriosa cidade do interior para conhecer melhor a oferta de mestrado sobre a qual Ben havia me falado. A proposta foi irrecusável, com vencimentos bem acima da média e um projeto ambicioso na área de minha especialidade.
Rapidamente me adaptei a minha nova realidade, pois, apesar de Deep Valley ser uma cidade antiga e relativamente pequena, não ficava para trás em recursos financeiros e tecnológicos. Assim que cheguei fiquei impressionado com o laboratório de mecatrônica e sua interação com as demais áreas cientificas. Minha equipe me recebeu muito bem, tínhamos muita afinidade e logo comecei a por em pratica todo meu conhecimento que com o apoio massivo que estava recebendo não demorou a se desenvolver de uma forma abrupta e até assustadora. Descobertas eram realizadas a cada semana, e juntamente com Carla Simon, doutora especialista em áreas biológicas, estávamos prestes a lançar teorias inovadoras sobre a interação homem-máquina. O trabalho estava sendo tão bem desenvolvido que logo se tornou secreto, pois, os manda-chuvas estavam ficando preocupados e desconfiados que espiões pudessem estar entre nós. Deste modo a segurança foi reforçada, e o acesso aos laboratórios restrito a um pequeno grupo de pesquisadores que estavam sob a chefia de Carla Simon e eu.
Dejan Malkovich um milionário colaborador da Universidade e patrocinador do projeto que recebeu o nome de Novo Deus, estava encantado com a evolução do mesmo. E resolveu aumentar a verba para a próxima fase. Malkovich era pouco conhecido da equipe. Eu, particularmente, o havia visto apenas uma vez, durante uma de suas visitas noturnas. No mais, seus recados eram passados por Ben Miller.
Certa noite quatro estudantes entraram em um dos prédios onde ficavam os laboratórios. Eram dois casais a procura de um lugar escuro e deserto onde pudessem fazer uma festinha particular com bebidas, cigarros e sexo. E para isso os corredores vazios lhes pareciam um ótimo e convidativo local, o que os levou a ignorar os avisos de alerta que cobriam a área. Porém, não contavam com a escolta de dois seguranças que ao avistarem sombras se movendo em um canto escuro imaginaram tratar-se dos bandidos os quais vinham sendo alertados exaustivamente por seus superiores. Um dos seguranças gritou para o grupo que saíssem com as mãos para o alto. Ao tentar vestir as roupas antes de saírem do escuro, foram baleados pelos seguranças que temendo a movimentação desconhecida que vinha das sombras abriram fogo contra eles e executaram todos.
Este incidente causou grande reboliço na cidade. Mas, apesar dos muitos protestos de alunos, funcionários e demais interessados, todo sistema de segurança foi mantido, os seguranças que efetuaram os disparos foram absolvidos e os avisos “mantenha distancia se não for um funcionário autorizado” foram reforçados. Só então tive a dimensão da importância daquele trabalho para o reitor e outras autoridades da cidade.
.
Logan Walker

Após me formar com muitos méritos em Oxford, recebi várias propostas para trabalhar com pesquisas na área de robótica. Quis o destino que eu viesse exatamente para Deep Valley. A convite de Ben Miller, amigo e professor orientador durante meus últimos anos letivos em Oxford University e atualmente reitor da Universidade de Deep Valley, deixei para trás as aventuras como hacker de uma cidade grande e fiz minhas malas rumo à pequena e misteriosa cidade do interior para conhecer melhor a oferta de mestrado sobre a qual Ben havia me falado. A proposta foi irrecusável, com vencimentos bem acima da média e um projeto ambicioso na área de minha especialidade.
Rapidamente me adaptei a minha nova realidade, pois, apesar de Deep Valley ser uma cidade antiga e relativamente pequena, não ficava para trás em recursos financeiros e tecnológicos. Assim que cheguei fiquei impressionado com o laboratório de mecatrônica e sua interação com as demais áreas cientificas. Minha equipe me recebeu muito bem, tínhamos muita afinidade e logo comecei a por em pratica todo meu conhecimento que com o apoio massivo que estava recebendo não demorou a se desenvolver de uma forma abrupta e até assustadora. Descobertas eram realizadas a cada semana, e juntamente com Carla Simon, doutora especialista em áreas biológicas, estávamos prestes a lançar teorias inovadoras sobre a interação homem-máquina. O trabalho estava sendo tão bem desenvolvido que logo se tornou secreto, pois, os manda-chuvas estavam ficando preocupados e desconfiados que espiões pudessem estar entre nós. Deste modo a segurança foi reforçada, e o acesso aos laboratórios restrito a um pequeno grupo de pesquisadores que estavam sob a chefia de Carla Simon e eu.
Dejan Malkovich um milionário colaborador da Universidade e patrocinador do projeto que recebeu o nome de Novo Deus, estava encantado com a evolução do mesmo. E resolveu aumentar a verba para a próxima fase. Malkovich era pouco conhecido da equipe. Eu, particularmente, o havia visto apenas uma vez, durante uma de suas visitas noturnas. No mais, seus recados eram passados por Ben Miller.
Certa noite quatro estudantes entraram em um dos prédios onde ficavam os laboratórios. Eram dois casais a procura de um lugar escuro e deserto onde pudessem fazer uma festinha particular com bebidas, cigarros e sexo. E para isso os corredores vazios lhes pareciam um ótimo e convidativo local, o que os levou a ignorar os avisos de alerta que cobriam a área. Porém, não contavam com a escolta de dois seguranças que ao avistarem sombras se movendo em um canto escuro imaginaram tratar-se dos bandidos os quais vinham sendo alertados exaustivamente por seus superiores. Um dos seguranças gritou para o grupo que saíssem com as mãos para o alto. Ao tentar vestir as roupas antes de saírem do escuro, foram baleados pelos seguranças que temendo a movimentação desconhecida que vinha das sombras abriram fogo contra eles e executaram todos.
Este incidente causou grande reboliço na cidade. Mas, apesar dos muitos protestos de alunos, funcionários e demais interessados, todo sistema de segurança foi mantido, os seguranças que efetuaram os disparos foram absolvidos e os avisos “mantenha distancia se não for um funcionário autorizado” foram reforçados. Só então tive a dimensão da importância daquele trabalho para o reitor e outras autoridades da cidade.
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Logan Walker
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
UMA ÚLTIMA NOITE EM HEINNEGER

Nuvens negras obstruíam a lua fazendo a noite daquela quinta-feira mais escura. Peter tentava as pressas recolher seus trapos antes da chegada da chuva, anunciada pelo barulho ensurdecedor dos raios e pelo toque gelado dos ventos úmidos que corriam pelas ruas de Deep Valley. Em instantes, Peter enrolou tudo em uma trouxa suja e fedida; prendeu com um barbante remendado; e pendurou em suas costas curvadas.
No extremo leste de Deep Valley ficava o bairro abandonado de Heinneger que fora desabitado alguns anos atrás pelas autoridades competentes devido a problemas geológicos. Literalmente aquela parte da cidade estava afundando vale adentro. Era possível ver algumas construções completamente arruinadas em grandes fossas que se abriam na terra. Era agora um lugar que atraia toda a escória de Deep Valley – moradores de rua e pequenos grupos de traficantes e ladrões. Embora sempre que possível evitasse freqüentar Heinneger, era justamente para onde Peter havia decidido passar aquela noite de tempestade.
Após algumas doloridas horas de caminhada Peter chegou a Heinneger. Uma ladeira o levara por entre construções antigas, datadas de séculos anteriores. Por ali se encontrava pequenos prédios com janelas quebradas, portas arrancadas e paredes com símbolos referentes às gangues locais. Algumas mansões também podiam ser vistas, mas agora não passavam de mausoléus escuros e ameaçadores. A rua estava em péssimo estado, com buracos que só faziam aumentar. A iluminação era fraca em alguns pontos, e praticamente inexistente em outros. Conforme Peter adentrava o bairro, percebia que existiam grandes rachaduras que cortavam as calçadas, essas provocadas pelos problemas geológicos que afetavam aquela área. Alguns mendigos ainda circulavam por ali a procura de um abrigo, e determinado momento um carro com alguns jovens surpreendeu Peter que pensou – apenas alguns pirralhos em busca de drogas. Foi nesse cenário que Peter encontrou um lugar para passar aquela noite, uma abandonada e modesta construção ainda próxima dos limites de Heinneger. As paredes continham rachaduras, alguns cômodos sofriam com a umidade das infiltrações que torturavam o assoalho; restos de móveis definhavam ao tempo; roedores habitavam cada buraco nos cantos das paredes e no teto; instalações elétricas estavam completamente destruídas; e das torneiras a água saia barrenta, isso quando saia. Depois de uma pequena avaliação, Peter decidiu então dormir no que já foi o porão daquele lugar, que parecia ser o local mais quente e seco para se deitar. Forrou seu cobertor com alguns outros trapos que um dia já foram belos lençóis de algodão e sentou-se para comer alguns restos que achara na lixeira de um restaurante no centro de Deep Valley. Era quase impossível definir o que continha naquela asquerosa mistura, mas ao menos o cheiro não era pior do que o feijão azedo que comera na noite anterior.
De repente um pequeno zunido invadiu o recinto. A porta, pendurada apenas por uma das dobradiças, se abriu estrondosamente revelando a silueta alta e esguia de uma pessoa. Quase que imediatamente Peter se recolheu para o canto puxando seus trapos com uma das mãos e escondendo seu “lanche” com a outra. Havia um medo acrescido de desconfiança nos olhos de Peter. Por alguns instantes um silêncio invadiu o porão que foi subitamente reprimido por uma voz grave e cheia de chiados, como que a vibração da língua de uma serpente. Não quero compartilhar desse lixo com você, não precisa se afligir – disse ele. Em seguida desceu alguns degraus e continuou – Percebi que havia invadido meus aposentos e vim averiguar do que se tratava, mas acabo por encontrar você, apenas mais um miserável e repugnante ser que caminha por essas bandas. Uma dessas vidas desprezada e indesejada. A figura desceu mais alguns degraus em passos bem lentamente enquanto fazia uma breve pausa em seu discurso.
Agora já era possível ver os detalhes daquele rosto monstruoso. Uma pele cadavérica adornada de uma grande ferida que tomava quase que todo o lado direito da cabeça. Os olhos fundos eram bem vermelhos. Peter se exprimiu ainda mais contra a parede e deixou derramar uma lágrima de seus olhos. E antes que soltasse um grito de pavor, a figura se aproximou e curvou-se proliferando – Mas esta noite podemos comemorar. De fato uma grande sorte para uma pessoa como você. Sinta-se feliz porque hoje você fará parte de um grande banquete, afinal de contas a sua vida é o meu prato principal.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
"O que eu posso dizer de Deep Valley? Simplesmente perfeita para amaldiçoados como eu. Muitos membros da família procuram cidades grandes, infestadas de rebanho, mas o que temos aqui é no mínimo apropriado. Um lugar por si só escuro, misterioso, antigo e cheio de histórias. Características essas extremamente úteis para camuflar o verdadeiro tom da noite, o nosso Danse Macabre, o nosso soneto de sangue..."
- Vance Darvius, autocrata das sombras
- Vance Darvius, autocrata das sombras
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